OE 2010: BE vai exigir mais investimento no ensino superior e na acção social

por Agência Lusa, Publicado em 11 de Janeiro de 2010

O Bloco de Esquerda anunciou hoje, em Coimbra, que se vai bater, durante a discussão do Orçamento de Estado, por “um investimento mais forte” no ensino superior e na acção social escolar, revelou o deputado José Soeiro.

“O nosso projecto de lei e as propostas que faremos durante a discussão do Orçamento de Estado defendem um investimento mais forte no ensino superior e na acção social”, revelou o deputado, que, a par com o líder do grupo parlamentar do BE, José Manuel Pureza, se reuniu hoje com o administrador dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra (SASUC), Jorge Gouveia Monteiro.

Segundo o parlamentar, “é necessário mudar algumas regras na atribuição das bolsas de estudo”, aumentando o universo de alunos abrangidos e corrigindo “injustiças nos escalões actuais”.

Também o administrador dos SASUC defendeu modificações no regulamento das bolsas de estudo, de forma a que os serviços as possam atribuir “a quem carece”.

Reportando-se à questão das infra-estruturas dos SASUC, sobretudo cantinas e residências, a matéria que suscitou a reunião pedida pelo BE, Jorge Gouveia Monteiro expressou um apelo aos grupos parlamentares no sentido de ser incluída no Orçamento de Estado a verba necessária para encetar “um caminho de manutenção regular” de edifícios e equipamentos.

“São necessários 1,38 milhões de euros para atacar os principais problemas”, referiu no final da reunião.

A visita dos deputados do Bloco de Esquerda a Coimbra começou com uma deslocação à Escola Superior de Educação (ESEC), na qual foram recebidos pelo presidente da Associação de Estudantes, João Morgado.

A “falta de recursos humanos” para a análise dos pedidos de bolsas, que tem levado ao atraso no pagamento das propinas, uma situação que, segundo João Morgado, afecta 60 a 70 por cento dos alunos da ESEC, foi uma das questões levantadas durante a visita.

“As dificuldades com que lutam os serviços de acção social em matéria de atribuição de bolsas gera uma situação insustentável para muita gente”, considerou, por seu turno, José Manuel Pureza.

José Soeiro frisou que, “desde 2006 vem diminuindo o montante de apoios na acção social”, apesar de o universo de bolseiros ter aumentado.

“Vamos chamar também a atenção para a situação insustentável de, por falta de compromisso do Estado, haver estudantes a abandonar o ensino superior por falta de apoio e atraso na resposta”, sublinhou.

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