Universidade de Lisboa – Novo presidente da Associação Académica vai “vigiar” contrato de confiança com Governo

26.01.2010 – 08:18 Por Lusa

O novo presidente da Associação Académica da Universidade de Lisboa, que toma posse hoje, aponta como principais metas do seu mandato “vigiar” o “contrato de confiança” do Governo com as instituições do ensino superior e trabalhar por uma boa aplicação do processo de Bolonha.

Em declarações à Agência Lusa, André Caldas adiantou que as “preocupações centrais” dos novos órgãos sociais da Associação Académica da Universidade de Lisboa (AAUL) “são a representação política dos estudantes” e garantiu que “em primeiro lugar” vão “vigiar muito atentamente” o “contrato de confiança” para o Ensino Superior assinado entre o Governo e as universidades e politécnicos.

“Temos a clara noção de que esse contrato de confiança nos coloca, em termos de financiamento nominal, aos níveis de 2005 e, acima de tudo, preocupam-nos as contrapartidas que o Governo pretende ver desse contrato, que é um aumento do número de licenciados pelas universidades portuguesas, em particular no ensino à distância e nos cursos de especialização tecnológica”, explicou.

O “contrato de confiança”, anunciado a 11 de Janeiro pelo ministro do Ensino Superior, traz um acréscimo de 100 milhões de euros no orçamento de 2010 das universidades e politécnicos públicos, que se comprometem a formar mais 100 mil activos nos próximos quatro anos.

Com este contrato ficou estipulada a meta de triplicar o número de estudantes em cursos de especialização tecnológica e o aumento, quatro vezes, dos inscritos em cursos superiores à distância.

No entender de André Caldas, ainda que este “contrato de confiança” injecte dinheiro nas universidades, tem associada “uma noção” de mera preocupação “com a quantidade da formação e não com a qualidade da formação”.

No entanto, admite que este investimento, juntamente com o aumento em 16 milhões de euros na dotação orçamental para as bolsas de acção social, anunciado pelo primeiro-ministro, José Sócrates, ajude a “pacificar” o ensino superior.

“Há mais cem milhões de euros para o ensino superior e isso obviamente pacifica porque finalmente há um bocadinho de pão e isso pode ser que diminua as carências, que diminua aquilo que mais dramaticamente agita os estudantes do ensino superior”, sublinhou.

Acrescentou que ainda assim a acção social escolar continuará a ser “uma prioridade”, querendo um aumento na capitação e um aumento do número de escalões.

No que diz respeito ao processo de Bolonha, André Caldas apontou que Portugal está muito bem cotado nos índices de implementação porque conseguiu “modificar tudo o que era quantificável”, como as formações ou os ciclos de estudo, mas entende que deixou de fora a orientação das metodologias de estudo para a aquisição de competências e a criação de estímulos à circulação no espaço europeu.

Por isso, “é preciso suscitar uma reflexão profunda para que se consiga agora, depois da compressão, fazer as mudanças necessárias para gerar qualidade dentro deste sistema de ensino superior”, disse o novo presidente da AAUL.

André Caldas disse ainda que a nova direcção da AAUL quer criar um centro académico no campus da Cidade Universitária para os estudantes, que funcione 24 horas por dia, com centros de cópias, secretarias e espaços de estudo, entre outras valências.

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