Seabra Santos reclama mais Acção Social para que haja mais estudantes

09 FEV 10
Lusa / SOL

O presidente do Conselho de Reitores (CRUP), Seabra Santos, alerta que só com um efectivo reforço das dotações para a Acção Social será possível aumentar o número de estudantes no ensino superior

No dia em que o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas escolhe o seu novo presidente, Fernando Seabra Santos defende que a Acção Social deve ser assumida como «um grande desígnio nacional».

Confrontado com o reforço, este ano, de 16 milhões de euros para as bolsas da ação social escolar no ensino superior, o reitor da Universidade de Coimbra considera o aumento insuficiente.

«Vai nesse sentido (o reforço de 16 milhões de euros), mas não chega. É preciso olhar para isto como um grande desígnio nacional – talvez ainda mais importante do que a compra de submarinos – e perceber que é preciso injectar, fazer investimentos muito fortes nesta matéria», disse.

O catedrático insiste tratar-se «do futuro de Portugal», daí que seja «preciso ser mais exigente e ambicioso» do que se tem sido até agora.

Avança que o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, «mostrou preocupação com os problemas da Acção Social, convidando os reitores para uma reunião», com data ainda não anunciada.

Já durante a celebração do ‘Contrato de Confiança’, entre as universidades e o Governo, a 11 de Janeiro, Seabra Santos chamara a atenção para a «particular importância da Acção Social».

«O ensino superior está massificado, a elitização é uma palavra que hoje em Portugal não tem sentido. O que se deve discutir hoje é até que ponto deve ir a massificação, se estamos contentes com o nível actual ou se queremos continuar a massificar e generalizar», disse Seabra Santos.

O catedrático tem assumido posições críticas das políticas do Governo para o setor, nomeadamente enquanto reitor da Universidade de Coimbra.

«O balanço que faço do mandato como presidente do CRUP não é propriamente a confrontação com o ministro nem nada que passe por isso», afirma Seabra Santos, acrescentando que «nunca houve qualquer tipo de menor apreço, mas, com frequência, momentos de crítica em relação a posições, opiniões, decisões».

Seabra Santos refere que nunca sentiu que a militância que mantém no PCP tenha de alguma forma prejudicado o relacionamento com o ministro da tutela.

«Se lhe dissesse isso, tinha de admitir que a nossa democracia não funciona e que continua a haver fantasmas nas cabeças dos nossos cidadãos e quero acreditar que 30 e tal anos depois do 25 de Abril essas coisas já não existem», afirmou.

O seu sucessor, que formalmente deverá assumirá o cargo na reunião do CRUP seguinte à da eleição, terá, no entanto, a tarefa mais facilitada, depois do Contrato de Confiança celebrado com o Governo e da «abertura que vários ministérios têm manifestado em relação ao ensino superior», considerou.

O novo presidente do CRUP será eleito entre os 16 reitores, sendo todos «potenciais candidatos».

Se nenhum obtiver maioria absoluta, a escolha recairá, numa segunda volta, sobre os dois mais votados.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: