DIA DO ESTUDANTE: ASSOCIAÇÕES ASSINALAM HOJE A DATA COM PROTESTOS


2010-03-24
Paula Alves Silva
Canal UP

24 de Março, Dia do Estudante. No seio do Ensino Superior a data não é assinalada em festa. Os estudantes aproveitam a efeméride para, mais do que comemorar, reivindicar. O Canal UP fez uma ronda pelo mapa académico para saber o que está programado para hoje.

Em 2010, os estudantes de Ensino Superior decidiram relembrar que o Dia do Estudante deve ser comemorado com base nos princípios que lhe deram origem: reivindicando livremente os seus direitos. Por isso, uma análise à agenda preparada pelas associações académicas nacionais permite retirar uma conclusão: a palavra “manifestação” ganha relevo.

Comecemos a consulta do programa para o Dia do Estudante pelo Norte do país, mais propriamente na sede da Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (AAUTAD). Os estudantes associam-se a uma iniciativa organizada por várias associações académicas do país e viajam até à capital dispostos a entregar uma petição pela suspensão do Regime de Prescrições na Assembleia da República. A acção vai decorrer às 17 horas.

Em direcção à Assembleia da República vão rumar outras associações de estudantes, num protesto pelas ruas de Lisboa contra o subfinanciamento do Ensino Superior e por melhor Acção Social. A Associação Académica da Universidade do Minho estará também presente nesta manifestação, agendada para as 14 horas, na Praça do Marquês de Pombal.

A Federação Académica do Porto, para além de marcar presença na capital, associa-se ainda à manifestação da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. Os alunos vão invadir o terreno para o qual está projectada a construção do novo edifício da faculdade.

Chegamos ao Centro de Portugal, e fazemos uma paragem na Universidade de Aveiro. Durante o dia, a Associação Académica leva a cabo uma iniciativa no campus, com o intuito de estreitar relações com os alunos e perceber quais são as suas necessidades. A par desta acção os alunos vão poder participar em jogos tradicionais e assistir ao concerto do Simantra Grupo de Percussão, pelas 17 horas, no Departamento de Comunicação e Arte.

A programação da AAUAv não acaba aqui. Também às 17 horas, as portas do Bar do Estudante abrem-se para receber o Provedor do Estudante da instituição aveirense.

Em Coimbra, a Associação Académica vai simular um jogo de xadrez. De um lado o governo, do outro o Ensino Superior. Os estudantes serão, neste jogo, os peões. Será a partir das 12 horas, no Largo D.Dinis.

Próxima paragem: Lisboa. Na terra onde se vão desenrolar as principais manifestações, é de comemoração que a Associação Académica da Universidade de Lisboa fala. Os estudantes resolveram associar-se à Câmara Municipal de Lisboa que, tal como há dois anos, promove uma recepção aos alunos Eramus sob o lema “Lisboa, cidade Erasmus”. A sessão está agendada para as 18h30 no Paços do Concelho.

Já a Associação de Estudantes da Escola Superior de Ciências Empresariais, do Instituto Politécnico de Setúbal, vai lançar 500 balões brancos e pretos, símbolo da liberdade de expresão do estudante, às 14h30. “O Poder do Estudante” intitula a sessão aberta que decorre pelas 15h30. As comemorações da associação encerram com humor. Pelas 21h47 haverá um espectáculo de stand-up comedy.

Continuamos a viagem em direcção ao Alentejo. É também em ambiente de contestação que a Associação Académica da Universidade de Évora assinala o Dia do Estudante. “Évora vai abaixo” é o mote de um “protesto simbólico” contra as más condições de ensino e a precariedade das habitações na cidade, para os estudantes. O ponto de encontro é na sede da AAUE, às 14 horas, para um percurso pela cidade, tendo como destino a universidade.

O papel reivindicativo está também vivo no Algarve. A Associação Académica da instituição algarvia vai entregar um documento nas unidades orgânicas da universidade, onde estão assinaladas algumas das falhas existentes no Ensino Superior e na instituição. “Denotamos algum afastamento das massas para reivindicar os seus direitos e isso é também uma questão de falta de informação”, diz o presidente da AAUalg, Guilherme Portada.

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