Sugestões da sessão da Guarda

Na Guarda tivemos na terça de manhã uma sessão animada, com a presença de algumas dezenas de estudantes, que discutiram o problema das bolsas, da acção social, mas também o papel das associações de estudantes na resolução destes problemas. Deixamos aqui as sugestões recolhidas nessa sessão.

 

 

– Mais informação para o preenchimento da documentação necessária;
– Mais rapidez na avaliação dos processos;
– Acima de tudo, avaliarem melhor a documentação porque infelizmente há muitas pessoas que recebem bolsas de estudo porque os pais não apresentam os descontos necessários, logo deduzem que a família x tem dificuldades. Há muitas pessoas que recebem bolsas e que não necessitam dela.

Sara I.

 

Realmente neste pais, muita coisa está mal, ou melhor, muito mal! E nós estudantes, muitas vezes é que pagamos! É o corte nas bolsas, a “barreira de apoio” para quem realmente precisa!
Se todos aqueles que não se conformam com estas leis (especialmente aqueles que realmente precisam), o nosso país, a nossa cidade e especialmente o meio que nos devia ajudar, acredito que tudo seria diferente e assim muitos jovens acabariam por ter mais gosto em estar na universidade!

Mafalda C.

– O processo de Bolonha não deveria existir conforme está implantado;
– Propinas não deveriam existir pois são uma dupla tributação para os nossos pais, no meu caso.
– As Associações de Estudantes deviam ter novamente poder de voto no concelho Pedagógico, e no concelho deliberativo.
– Devia-se mudar o processo de avaliação de rendimentos dos pais para a bolsa.

Pedro M.
 

– Deveria haver uma reestruturação da função pública, de forma a moralizar e premiar todos os colaboradores. A frustração é inimiga de perfeição, seria importante tentar dar hipóteses de carreira a pessoas (funcionários) que se sentem estagnadas, tentando motivar e fazer com que se sintam precisas e realmente úteis para não se sentirem “apenas mais um”. Um funcionário moralizado produz mais e melhor. O sector público deveria repensar a sua forma de organização.
– Reanalisar os instrumentos utilizados para calculo da aprovação ou não aprovação das bolsas e a sua aplicação para que estes fundos sejam utilizados para quem realmente precisa e que seja fruto de uma distribuição equitativa e justa.

Jorge B.

O que deveria mudar é haver mais preocupação e dedicação de parte dos serviços socais, associação de estudantes e os alunos não se deixam conformar e lutarem cada vez mais pelos sues direitos, sobretudo como cidadãos. Quando um aluno reclama pelo seu direito, essa reclamação deve ser levada avante e discutida, procurando sempre uma boa solução. Cada caso é um caso e nunca devemos pensar só em nós próprios. A ministra da Educação de certeza que já viu e ouviu várias histórias semelhantes e não passa para a prática, aquilo que diz na teoria.
Acho uma injustiça ter-mos que nos afundar em dívidas, só para termos uma certa estabilidade para tirar um curso. Se pagamos propinas para alguma coisa deve servir.

Mariana A.

–          Melhor atendimento público.
–          Informação disponível sempre que o aluno assim necessitar.
–          Pessoal nas entidades de “Acção Social” com formação para poder atender de uma forma rápida a situação de cada aluno.

Rui S.

–          Apresentarem mais informação sobre as candidaturas às bolsas para que não haja tantos enganos/erros no preenchimento dos formulários;
–          Evitar os atrasos tanto na afixação dos resultados das bolsas de estudo como no pagamento das mesmas;
–          Os gabinetes de apoio dos alunos deveriam ter horários alargados para que os alunos tivessem mais facilidade em frequentar;
–          Melhorar a avaliação dos processos de candidatura às bolsas de estudo.

Priscila A.

–          Salários e ajudas de custo (exagerados) de governantes e administradores de empresas públicas;
–          Politicas mais voltadas para o social, para os valores sociais.
–          Apostar mais na educação e formação dos jovens, pois é dele que depende o futuro.
–          Educação, ensino gratuito. É um direito.
Na minha opinião o que deve mudar, é a forma como são tratados diversos assuntos. De facto, o problema das bolsas, é um problema que “atrapalha” os estudantes e vai continuar a ser um problema.

Sónia S.

Na minha opinião, existe muita coisa que realmente deveria mudar, mas acho muito díficil que mude, porque cada vez mais é difícil estudar, principalemtne a nível superior, as barreiras e as dificuldades são altas e os preços que pagamos é cada vez maior. Os estudantes do ensino superior deveriam ser mais ajudados, mais apoiados, pois em vez de darem os “Magalhães” as crianças do primeiro ciclo, porque não a nós?!

Marisa A.

O que deveria de mudar eram os formulários que os estudantes preenchem, serem mais fáceis de preencher e haver uma ajuda nos próprios serviços de acção social para a elaboração correcta do próprio formulários.
As bolsas de estudo deveriam ser atribuídas não só com a análise dos salário dos pais como também com todas as despesas que os pais têm, inclusivamente a despesa de ter o filho que entrou na universidade a fazer vida numa outra localidade, pois isto também é uma despesa. Nos dias de hoje ainda existem pais que não deixam os filhos seguir para o ensino superior e assim sendo também para estes deveria de haver uma solução para realizar o sonho que viram os seus amigos a concretizar e estes são impedidos, nomeadamente com a atribuição de bolsas de estudo não julgando pelo que ganham os seus pais mas pela vontade de estudar de continuar a expandir os seus conhecimentos.

Patrícia C.

–          Melhor atendimento;
–          Melhor capacidades da pessoa que esta á frente da acção social, a nível informativo e de comunicação;
–          Formação;
–          Quando existe um nível superior de informatização devia de existir uma melhor ajuda perante o cliente.

Filipe P.

–          Alterar o sistema, não julgar pelas aparências;
–          A forma de avaliar neste caso concreto, a situação da bolsa, situação financeira.
–          O governo devia pensar “global e agir local”, porque as politicas deviam ser adequadas ás realidades e, a meu ver, estão um pouco ultrapassadas.
Não conheço a legislação mas comparando o nosso pais com alguns da Europa do norte a nível de educação, estamos muito atrasados. Não se formam, na minha opinião, estudantes mais sim pessoas com canudo ou pseudo-intelectuais. Acho que o ensino deveria ser gratuito e acessível para todos os cidadãos, o que não é impossível visto que alguns países da Europa do norte o tem. Afinal a base de sustentabilidade de um pais encontra-se na educação. É preciso mudar mentalidade neste sentido e lutar por um sistema de ensino mais justo. Ensino e não só…
Na minha opinião o sistema de ensino havia de melhorar, devia ser para todos e não para os alunos que somente tenham algumas posses. O elevado valor das propinas e este modelo de Bolonha é vergonhoso.

Vítor N.

Deveria mudar o procedimento dos professores com os alunos, não se preocupam tanto em despejar conceitos, mas possibilitar uma forma, fornecer meios de aplicá-los. Haver mais discussão, mais liberdade de opinião numa sala de aula. Existir uma partilha entre professor e aluno da matéria leccionada. (Não é o decorar, nem as constantes frequências que nos vão transformar, mas sim o desenvolvimento argumentativo, critico, reflexivo.)

Filipa T.

É necessário uma rapidez nos serviços sociais, mais acertada, eficaz. É mais importante “usar” o ensino superior como motor de formação e não como empregador de alguns indivíduos. Dar mais atenção ao problema dos alunos e resolvê-los de modo mais eficaz.

Hugo R.

–          Diminuição dos papeis necessários para a candidatura.
–          Nova forma de avaliar as necessidades do estudante.
–          Facilitar aqueles que têm necessidades especiais.

Alexandre M.

A avaliação dos processos, sobretudo na parte financeira. Uma vez que a burocracia no preenchimento é tanta que haja mais compressão e ajuda por parte dos serviços.
Entendo até que sejam pedidos tantos papeis mas por vezes parece que não é para serem analisados. No meu caso precisei chatear-me e perguntar se a bolsa é para ricos ou pobres. Porque fico na duvida!

Raquel G.

–          Processos mais rápidos;
–          Menos burocracia;
–          Gabinete de ápio a preenchimento dos processos;
–          Acesso a exemplo preenchimento, caos não seja possível criar um gabinete, como forma de esclarecer os alunos;
–          Ajuda por parte da associação de estudantes, no que diz respeito a dúvidas sobre bolsas.

Andreia S.

–          Rever os cálculos que são efectuados para a atribuição;
–          Reduzir a burocracia;
–          Análise mais rápida dos processos.

Ana G.

–          Redução do tempo de análise dos processos;
–          Reduzir a burocracia.

Susana F.

No caso de não obter bolsa, poderia ser facultado ao aluno a possibilidade de pagar as propinas, após este se empregar, segundo prestações baixas, e com juros baixos.
Acho errado, um aluno, para obter mais auxilio monetário na bolsa, que tenha de não ter um part-time. Em caso de necessidade o aluno se trabalhar, poderia ver a sua bolsa não diminuída.

Ricardo A.

Sinceramente, as minhas sugestões já se foram à muito tempo, não vale a pena lutar contra o sistema, já dei inúmeras chances ao estado Português, desta vez vou dar oportunidade ao estrangeiro, pois possa ter uma vida que mereça dar aos meus filhos uma educação exemplar.

Daniel S.

– Melhor avaliação da situação económica dos agregados familiares;
– Um maior apoio social, financeiro por parte das entidades competentes (estado, Ministério do Ensino Superior, acção social)
– Mais formação para todos aqueles que estão ao serviço desses mesmas entidades;
– Criar meios para que a vida do estudante do ensino superior seja uma vida sem obstáculos e sim uma vida que o leve a ingressar no mercado de trabalho e que neste tenha sucesso e seja reconhecido por aquilo que aprendeu e não por aquilo a que foi obrigado a aprender.

Maria D.

– Mais justiça na distribuição das bolsas
– Melhor organização dos órgãos associativos para assim poder ajudar os alunos no que realmente é importante;
– O funcionamento interno das escolas para assim poder melhorar a vida académica;
– A diminuição do valor das propinas ou então as condições escolares e de ensino.

David B.

Basicamente são:
– Menos burocracia, mais/diferentes métodos de avaliação da situação financeira do aluno e menos conformismo por parte de quem não tem direito a nada.
– Se não lutarmos nunca nada muda, se não fizermos nada para que as coisas mudem nunca nada vai mudar mesmo.
– Tem que se reclamar, manifestar, apoiar quem quer fazer a diferença.
– Mudar ideias e a mentalidade da maior parte das pessoas.

Ana C.

Penso que seria importante haver mais apoios a estudantes, não somente monetariamente mas acompanhamento a nível de estudos, problemas financeiros e inserção.
Também era importante realizarem mais acções de formação com vista de aumentar o seu conhecimento não técnico, mas pratico.

Cláudia R.

A nível de Bolsa deveria haver muita mudanças nos serviços, deveriam apoiar mais o aluno, de forma a que ele não se sentisse tão perdido.
O gabinete ao apoio de aluno deveria estar sempre em funcionamento, pois se existe esses espaços nas instituições é porque os alunos necessitam deles.

Marta C.

O pagamento de propinas é inaceitável, além dos impostos, pagamos propinas para frequentar um estabelecimento público. Pois essa propina não é traduzida em melhoramento dos serviços sociais.
A par das dificuldades dos alunos, vimos as AE’s com grandes orçamentos para a realização de festas.
São fundamentais actividades como esta para combater o conformismo dos alunos.

Nuno J.

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