Protesto de estudantes surpreende Sócrates e Mariano Gago

14 Setembro 2010
Fernando Basto in JN

O primeiro-ministro José Sócrates e Mariano Gago, ministro da Ciência e Ensino Superior, foram surpreendidos, hoje, terça-feira, no Porto, por uma manifestação de estudantes durante a sessão da abertura do ano lectivo no Ensino Superior Técnico. Cerca de uma dezena de alunos da academia portuense subiu ao palco, onde leram um comunicado de protesto contra a política educativa. As tentativas de os retirar do palco resultaram infrutíferas.

Logo no início da sessão do arranque do ano lectivo do Ensino Superior Politécnico, no auditório do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP)., três alunos subiram ao palco sem que ninguém contasse e anunciaram a atribuição de uma “medalha” ao ministro Mariano Gago que serviria para assinalar o facto de Portugal ser dos países da Europa em que as famílias mais gastam com a Educação.

De seguida, desceram do palco e entregaram a “medalha” ao ministro, que a recebeu em mãos, estupefacto. De regresso ao palco, os estudantes leram um comunicado – distribuído depois entre os presentes – em que protestavam contra o aumento das propinas, os empréstimos bancários para a frequência do Ensino Superior e carências a nível da acção social escolar.

Na parte cimeira do anfiteatro, uma dezena de estudantes empunhavam um cartaz onde se “Gago, quanto pagaste de propinas?”. Os estudantes aceitaram abandonar a sala após pedidos insistentes por parte dos órgãos directivos do Instituto Politécnico do Porto.

Nuno Moniz, um dos estudantes envolvidos na manifestação – todos de instituições portuenses do Ensino Politécnico – disse ao JN que “o início do ano escolar é a altura ideal para dizer não à política governamental”, precisando que a causa principal do protesto radica no “congelamento do processo de atribuição de bolsas de estudo aos alunos do 1.º ano alegadamente por os critérios de atribuição ainda não terem sido definidos”.

Durante o seu discurso, Mariano Gago acabou por responder aos protestos. Recordou que o valor das propinas é, hoje, igual ao que era cobrado em 1942, altura em que ele próprio frequentou o Ensino Superior. “O valor progrediu seguindo as taxas de inflação. E atendendo ao facto de o rendimento per capita ter triplicado, as propinas são, hoje, bastante mais inofensivas do que eram no meu tempo”, realçou.

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