Adriano quer estudar, Gago diz que bolsas são para Outubro


Público, 22 Set 2010
Por Bárbara Wong

O sonho de Adriano Fontes, de 28 anos, é terminar Arqueologia, mas como perdeu a bolsa de estudo e como deve dois anos de propinas, esta ambição está longe de se tornar realidade. Ontem, frente à comissão parlamentar de Educação, o aluno da Universidade do Porto perguntou o que deveria fazer, qual a solução se, por ter propinas em atraso, não pode matricular-se e, sem estar inscrito, não pode concorrer a uma bolsa.

Os grupos parlamentares não lhe deram resposta. Mas todos mostraram a sua solidariedade. A oposição revelou-se preocupada com os atrasos na definição das regras técnicas para o novo regulamento de bolsas. O PSD pediu mesmo, com carácter de urgência, uma audição com Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Ao PÚBLICO, o ministro garante que todo o processo de regulamentação está a decorrer dentro dos prazos e que os estudantes que, no ano passado, beneficiaram de bolsas vão receber já “a partir do próximo mês de Outubro”. É assim possível “antecipar a partir deste ano o pagamento das bolsas. É falso, portanto, o argumento alarmista de que as bolsas não começarão a ser processadas antes de Dezembro”, escreve Mariano Gago.

Também “é falso o argumento alarmista de que milhares de estudantes vão perder a bolsa”. A tutela está a desenhar regras uniformes, “terminando com a discrepância de avaliações entre instituições”. De recordar que há grandes diferenças entre o que os politécnicos e as universidades recebem para acção social.

Nas últimas semanas, o CDS-PP, o PSD e o BE pronunciaram-se sobre as consequências do atraso da publicação do regulamento de bolsas e da impossibilidade dos novos alunos poderem inscrever-se. O ministro garante que foram já abertas as candidaturas para os caloiros e também para eles será possível antecipar o início do pagamento das bolsas.

Na Assembleia da República foram ouvidos os responsáveis pela petição Pela igualdade no ensino superior, que juntou mais de quatro mil assinaturas e que será levada a plenário. Os chamados “estudantes por empréstimo” revelaram a sua preocupação com a acção social directa e indirecta e pediram um reforço das verbas.

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