Governo admite rever bolsas no ensino superior

2011-01-29 in JN
Nuno Cerquira e Gloria Lopes


Os administradores dos serviços de acção social das universidades públicas estimam que os indeferimentos de bolsas variem entre os 30% e 35% dos pedidos avaliados com as novas regras. O Governo admite rever os critérios, mas apenas no próximo ano lectivo.

O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, admitiu ontem, sexta-feira, que o sistema de atribuição de bolsas aos estudantes “vai ter de ser melhorado” no próximo ano lectivo.

“Vamos fazer a avaliação do impacto do sistema e com base nisso tirar as ilações necessárias. Hoje, há estudantes mais carenciados que viram as suas bolsas aumentadas, outros diminuíram e outros ficaram sem bolsas”.

Segundo Manuel Heitor, o sistema “está melhor do que foi nos anos anteriores”, mas “não está bom, terá que ser melhorado, eventualmente logo no prazo da candidatura”.

Os administradores dos serviços de acção social (SAS) das universidades públicas, ontem reunidos em Coimbra, apontam para uma rejeição dos pedidos bolsas que varia entre os 30% e os 35%.

Carlos Silva, administrador dos SAS da Universidade do Minho, em declarações ao JN, alertou que “os cortes são muito superiores ao que estava previsto em relação ao financiamento das universidades”, antecipando “problemas” na resposta que será necessária para os alunos excluídos.
O secretário de Estado apelou às instituições que tentar prestar auxílio nestes casos, argumentando que “têm sempre à sua disposição os mecanismos necessários para não deixar nenhum estudante de fora do sistema”.

O JN noticiou ontem que mais de metade dos alunos que já estão a receber bolsas, por serem abrangidos pelo regime de transição, podem ter de devolver o dinheiro que receberam às instituições.

Os serviços de acção social das universidades receberam este ano 72 mil candidaturas e, embora a maioria ainda não tenha terminado o processo de análise, desses pedidos cerca de 45 mil já foram deferidos. Trata-se de alunos já bolseiros que mantiveram os apoios graças ao regime de transição previsto pela introdução das novas regras. Porém, entre 15 a 25 mil poderão ter de devolver os apoios, admitiu um desses responsáveis, ao JN.

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