Évora: Alunos da universidade com bolsas em atraso

dianafm
25-02-11

O presidente da Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE), Luís Rodrigues, lamentou hoje os atrasos no pagamento de bolsas a “muitos” estudantes da academia, referindo que há alunos “a viver há cinco meses com 98 euros”.
“Temos ainda estudantes a receber adiantamentos das bolsas, que são de 98 euros. Ora, se um estudante tem uma bolsa de 400 euros por mês, quer dizer que tem falta daquele dinheiro e estar a viver, há cinco meses, com 98 euros não faz qualquer sentido”, criticou.

Luís Rodrigues, reeleito no mês passado presidente da AAUE e que toma hoje posse no cargo, falava à Agência Lusa a propósito da ação social escolar, área a que promete continuar a dedicar atenção especial.
No último encontro nacional de direções associativas, lembrou, o “grande foco” em discussão foi a problemática da ação social escolar.
“Saíram de lá recomendações e pedidos ao ministro” do Ensino Superior, Mariano Gago, mas “o maior problema que não se conseguiu resolver, ou que se está a resolver vagarosamente, é a entrega das bolsas”, frisou.
“Não estamos bem, nem aqui, nem no resto do país”, lamentou, afirmando que a AAUE não dispõe, para já, de números concretos sobre os atrasos no pagamento das bolsas, pois os serviços da Universidade de Évora (UÉvora) ainda estão a analisar processos.
Segundo Luís Rodrigues, dos “1.800 [alunos] que se candidataram, estavam analisados, na semana passada, cerca de mil” processos.
“Há atrasos nos pagamentos. Há pessoas que se candidataram, muitas pessoas, e que o processo ainda não foi terminado”, realçou.
Questionado sobre se têm aumentado as matrículas canceladas, Luís Rodrigues disse que foi pedido um estudo sobre esta matéria aos serviços académicos, o qual ainda não foi entregue à AAUE.
Contudo, afiançou que as alterações introduzidas à atribuição de bolsas fizeram com que, “a nível nacional, menos 30 por cento dos estudantes tivessem bolsa”, em comparação com 2010, devendo a UÉvora acompanhar essa média.
Neste mandato, a equipa da AAUE promete “continuar a apoiar os estudantes” e adotou “uma metodologia diferente de funcionar com as residências e com os bolseiros”, que incluem reuniões mensais, para estar “muito mais próxima deles”.
Contactado pela Lusa, o reitor da UÉvora, Carlos Braumann, disse que, “todos os anos, há alguma demora na análise dos processos” das bolsas, mas reconheceu “alguns atrasos adicionais”, que estão “praticamente recuperados”, devido às novas regras para a sua atribuição e a introdução de um novo sistema para a apreciação dos processos.
O reitor adiantou que 1.818 alunos da universidade se candidataram a bolsa, neste ano letivo, tendo, até hoje, sido concluída a análise de 1.516 processos, no âmbito dos quais já foram atribuídas 504 bolsas pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES).

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