Interrupção de sessão com Sócrates não foi “pré-programada”, dizem activistas de Viseu

Público, 9 de Fevereiro 2011

Kátia Outeiro, do movimento Geração à Rasca de Viseu, explicou ontem ao PÚBLICO que a decisão de interromperem a sessão partidária de José Sócrates com os militantes do PS, na segunda-feira à noite, foi tomada em cima da hora, de “forma intuitiva, e não foi pré-programada”

Ontem, o movimento de Viseu tornou pública uma declaração em que garante que o seu “protesto não é anti-Governo nem direccionado a um só partido”. É antes um protesto “apartidário”, contra “políticas saturadas, em que mudam os partidos mas as políticas pró-precariedade continuam maioritárias”. E que se dirigiram ao primeiro-ministro porque ele é “o suposto líder da nação”.

Cerca de dez membros do movimento entraram anteontem numa sessão partidária do PS com o seu líder e interromperam José Sócrates quando este falava, para fazer o seu protesto. Foram então postos fora da sala.

Ontem, a preocupação do movimento era desmentir que este tivesse qualquer ligação a partidos. A autonomia destes grupos que se organizaram no Facebook para o protesto de dia 12 de Março foi reafirmada também ao PÚBLICO por duas das figuras que lançaram o movimento e que estão na organização da manifestação em Lisboa: Paula Gil e João Labrincha. Este último garantiu mesmo que os movimentos têm autonomia regional e a única coisa que os une é terem subscrito o mesmo manifesto. E que “apenas há coordenação entre o de Lisboa e o do Porto”, explicou Labrincha.

Sobre a manifestação de sábado, Labrincha mostrou-se convencido de que decorrerá pacificamente. “Pode haver uma pessoa ou outra mais exaltada, mas a manifestação é pacífica”, afirmou este organizador do protesto, que reúne muitos dos trabalhadores precários organizados em associações como os Precários Inflexíveis ou os Ferve – Fartos Destes Recibos Verdes, associações que têm feito várias manifestações e performances, sempre sobre a palavra de ordem usada segunda-feira em Viseu: “Precários nos querem, rebeldes nos terão”.

Já o presidente da Federação de Viseu do PS, João Azevedo, lamentou ontem que este grupo tenha feito “uma invasão ilegal” de “um espaço de discussão democrática”. Azevedo disse à agência Lusa que os manifestantes “deram um mau exemplo aos jovens portugueses”, ao “invadir um espaço de um partido político, que estava a fazer uma concentração de militantes”. No seu entender, os manifestantes tentaram “limitar a acção” do PS e a sua “liberdade de expressão e partidária”. com Sandra Ferreira

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