Estudantes manifestam-se contra cortes nos apoios sociais

Sol, 10 de Março 2011

 

Estudantes da Universidade do Minho (UM) manifestaram-se hoje contra os cortes nos apoios sociais, embora a Reitoria afirme que os números estão em linha com anos anteriores.

«Oitocentos estudantes ficaram sem bolsa e 500 foram levados a desistir por causa dos cortes nas bolsas», referiu Francisca Goulart, do movimento Elo Estudantil, que convocou o protesto.

Para o reitor da UM, «os números referidos não correspondem à realidade».

«O número de candidaturas a bolsas de estudo apresentadas pelos estudantes da Universidade do Minho foi de 4.512. Foram indeferidos 908 processos, 20 por cento, sendo a causa principal de indeferimento – em 58 por cento dos casos – a falta de aproveitamento», disse o reitor.

Segundo António Cunha, «o número de anulações de matrículas durante o corrente ano lectivo – cerca de 400 – é idêntico ao ano passado e teve como principal motivo transferências para outras instituições de ensino superior», salientado que a UM «está a proceder a um levantamento detalhado das razões que possam ter levado candidatos a bolseiros a anular a respectiva matrícula.»

O reitor referiu também que «o valor da bolsa média, 209 euros, é semelhante à de 2009/10, que era de 216 euros» e que cerca de 200 processos estão ainda em reanálise.

O grupo de estudantes que protestou hoje, junto ao Prometeu, no campus de Gualtar da UM em Braga, contestou também «as propinas e o preço das residências que não para de aumentar» e condenou uma eventual passagem a fundação da universidade que «só serve para o Estado se desresponsabilizar das suas obrigações», acusou Francisca Goulart, porta-voz do movimente de contestação.

Contactado pela Agência Lusa, o presidente da Associação de Estudantes da UM (AAUM) demarcou-se desta manifestação e considerou-a «despropositada e desarticulada das instituições que representam os estudantes, tanto a nível local como nacional».

«Parece-nos tratar-se de uma manifestação com um claro aproveitamento político por detrás e que não contribui em nada para a discussão séria e responsável que os verdadeiros representantes dos estudantes têm tido, em sede própria, com os responsáveis do governo», afirmou Luís Rodrigues, adiantando que está marcada para sexta-feira uma nova reunião com o secretário de Estado do Ensino Superior para discutir o problema.

 

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